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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

poesia e música O sol no coração

 O sol no coração 

O dia acordou mais cedo pra gente cantar

Aumenta o som que a vida vai começar


Abri a janela e o vento soprou um aviso

Que hoje a tristeza se perde no meu sorriso

Botei a bota, o chapéu e a fivela de prata

Deixei pra trás o que aperta e o que me maltrata

O rádio tocando aquela moda bem animada

Eu sigo em frente na poeira dessa estrada


É festa, é vida, é brilho no olhar

O pé no chão não consegue mais parar

No balanço da sanfona, no bater da emoção

Eu levo a alegria dentro do meu coração

É festa, é vida, é brilho no olhar

O pé no chão não consegue mais parar

No balanço da sanfona, no bater da emoção

Eu levo a alegria dentro do meu coração


Olha a galera chegando pra comemorar

Tem gente vindo de todo e qualquer lugar

O suor escorre mas a alma se sente leve

Escrevo a história que o tempo nunca descreve

Cada risada é um verso que a gente compõe

Realizando os sonhos que a alma dispõe


É festa, é vida, é brilho no olhar

O pé no chão não consegue mais parar

No balanço da sanfona, no bater da emoção

Eu levo a alegria dentro do meu coração

É festa, é vida, é brilho no olhar

O pé no chão não consegue mais parar

No balanço da sanfona, no bater da emoção

Eu levo a alegria dentro do meu coração


Se o mundo gira, a gente gira com ele também

Espalhando o bem sem olhar a quem

Bate na palma da mão, entra na dança agora

Que a felicidade não tem hora pra ir embora


É festa, é vida, é brilho no olhar

O pé no chão não consegue mais parar

No balanço da sanfona, no bater da emoção

Eu levo a alegria dentro do meu coração

É festa, é vida, é brilho no olhar

O pé no chão não consegue mais parar

No balanço da sanfona, no bater da emoção

Eu levo a alegria dentro do meu Coração dentro do meu coração

Sempre com muita emoção

Alegria que contagia

No brilho de um novo dia


Nilgazzola 


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

POESIA E MUSCIALIDADE

 Atenção

Minhas Poesias eu Nilceia Gazzola adaptei.

Transformei em musicalidade com uso da IA (voz e arranjos)

Assim, se ouvir algo tipo parecido mais de 75% com minhas poesias,

sou eu aqui  Acesse:

https://www.youtube.com/@nilgazzola 

ou

https://www.tiktok.com/@nilgazzola

ou

 https://kwai-video.com/u/@nilgazzola/j09BwjC6 

Iniciei dia 02 de fevereiro e obrigada aos 50K de visualização.



domingo, 15 de fevereiro de 2026

Raízes do campo.

 Hoje vou me apresentar!

Prá você me entender.

Tomo leite com conhaque,

Sempre que amanhecer.

Eu sou do tipo campeiro.

Que trabalha o ano inteiro.

Pelo hoje, minha família e o amanhã.

Levanto pela madrugada.

Na seca ou na chuvarada.

Sim! mais um dia !

Com suor força e correria.

Envelheci aqui!

No meio da roça

Molhando a botina na poça

Enquanto a morena cheirosa

Virava minha pedra preciosa.

Ah! Sou cabra  chucro do mato!

Pensativo, sistemático e matuto!

Na vida nada vou levar 

Tô aqui na vida para amar

Eu sou muleiro, cavaleiro e amançado!

Tô envelhecendo como tropeiro.

Um matuto, ouvinte e cantador.

Toco sanfona e violão,

E carrego no coração

O segredo de uma emoção


Today I'll introduce myself!

So you understand me

I drink milk with brandy

Every morning.

I'm the country type.

Who works all year round.

For today, my family, and tomorrow.

I get up at dawn.

In drought or downpour.

Yes! Another day!

With sweat, strength, and running.

I grew old here!

In the middle of the countryside

Wetting my boots in the puddles

While the fragrant brunette

Became my precious gem.

Ah! I'm a wild country boy!

Thoughtful, systematic, and rustic!

I'll take nothing with me in life

I'm here in life to love

I'm a muleteer, a horseman, and tamed!

I'm growing old like a drover.

A country boy, a listener, and a singer.

I play the accordion and the guitar,

And I carry in my heart

The secret of an emotion.


Hoje vou me apresentar!

Prá você me entender.

Tomo leite com conhaque,

Sempre que amanhecer.

Eu sou do tipo campeiro.

Que trabalha o ano inteiro.

Pelo hoje, minha família e o amanhã.

Levanto pela madrugada.

Na seca ou na chuvarada.

Sim! mais um dia !

Com suor força e correria

Envelheci aqui!

No meio da roça

Molhando a botina na poça

Enquanto a morena cheirosa

Virava minha pedra preciosa.

Ah! Sou cabra  chucro do mato!

Pensativo, sistemático e matuto!

Na vida nada vou levar 

Tô aqui na vida para amar

Eu sou muleiro, cavaleiro e amançado!

Tô envelhecendo como tropeiro.

Um matuto, ouvinte e cantador.

Toco sanfona e violão,

E carrego no coração

O segredo de uma emoção.


Bom dia!

9:45 15 FEV 2026 eu voltei a compor letras de musicas

Nilceia Gazzola 


sexta-feira, 25 de agosto de 2023

A DE AMOR, A DE AMAR.

 

A DE AMOR, A DE AMAR.

O meu Deus amado, Deus sempre aclamado,

Quero oraaar e a tiiiiiii, venho cantar.

 

Deste sentimento,

Neste instante quero,

Lhe provar o verbooooo,

De Amaaaaar.

 

AAAAAAAAA de amooooor. AAAAAAAAA de amaaaaar.

AAAAAAAAA de amooooor. AAAAAAAAA de amaaaaar.

 

De sua palavra, Muito aclamada,

Porque toda hooooora é de orar.

 

De coração aberto,

Com o Deus de afeto.

Peço sua resposta a me guiaaaaar.

 

AAAAAAAAA de amooooor. AAAAAAAAA de amaaaaar.

AAAAAAAAA de amooooor. AAAAAAAAA de amaaaaar.

 

Venho agradecer, Pelo meu nascer,

E peço perdãaaaao pela omissão.

 

Pelo imenso amor

Quero a intercessão

Dos Mandamentos iniciais

 

AAAAAAAAA de amooooor. AAAAAAAAA de amaaaaar.

AAAAAAAAA de amooooor. AAAAAAAAA de amaaaaar.

 

Tu es a esperança

De toda aliança

De um eterno amooooor

A nós abraçaaaar.

 

Oh, Nosso Deus eterno, presente na Bíblia,

O mais preciso livro do saber.

 

E entendo os avisos sobre o paraíso,

A seguir os Mandamentos de Moises,

Eu ti amo sempre meu Rei que é Deus

Teu Poder vai além dos céus.

 

AAAAAAAAA de amooooor. AAAAAAAAA de amaaaaar.

AAAAAAAAA de amooooor. AAAAAAAAA de amaaaaar.

 

Nilceia Gazzola 25 08 2023

Poesia cantada

quinta-feira, 31 de março de 2022

A sombra da serra ( conto ou realidade)

Contos que ouvi quando criança

A sombra da Serra

Pelo relato da mãe de uma "vitima" que ao pé da Serra chegando à cidade de Bela Vista, Serra da estrada de terra que liga Oscar Bressane, bem embaixo na pedreira. O Senhor Lauro, novo ainda aos seus dezessete anos, vinha de cavalo de uma festa, lá por volta das onze da noite, bem no começo da serra, o cavalo empacou, não saia mais do lugar. Foi aí que Lauro e o Zé, desceram do cavalo, resolveu puxar o bicho até o fim da Serra, porque faltava menos de um kilometro para chegar a sua casa.

Subiu a Serra, segurando o cabresto do bicho, e quando chegou lá no alto, já cansado.  Resolveu montar no cavalo, e quando olhou no lombo do cavalo, lá estava uma grande sombra preta, que parecia uma fumaça, com dois olhos vermelhos arregalados.

Ele saiu correndo, correu sem olhar para trás, chegou sem fôlego em casa, não gritava, não falava, só olhava com olhos regalados para mim, (neste caso Dona Angelina a mãe), e tremia muito, até pensei que tinha sido roubado, ou que alguém queria matar ele, fiquei apavorada.

Depois de tomar água, mais calmo ele contou o que tinha acontecido. Então no outro dia voltarão lá, e o cavalo tava com a corda amarada numa arvore, com a crina e o rabo todo cheio de trancinha.

Nunca mais eles sairam sozinhos pela noite de cavalo, a historia é verdade, porque não foi só eles que viram mais gente viu, e passou o medo, mais ninguém gosta de falar, com medo de acharem que estão loucos ou inventaram a historia.  

Nilceia Gazzola

Fica aqui um cordel desta história.

No Oeste do meu São Paulo,
Perto do sol se deitar,
Onde o Cerrado valente
E a Mata Atlântica vão se achar,
Fica a rica Echaporã,
Cheia de causos pra contar.

Terra de chão avermelhado,
E as vezes amarelado,
De beleza sem igual,
Mas no fundo do seu mato,
Onde a lua abre o clarão,
Espreita um grande mistério
Que arrepia o coração.

Pela voz de Dona Angelina
A verdade vai sair:
O seu filho, o jovem Lauro,
Festa boa foi curtir,
Na volta pra Bela Vista
O mistério fez surgir.

Eram onze da noite escura,
Vinha Lauro no arreio,
Ao seu lado o amigo Zé,
Numa estrada de receio,
Lá no pé da tal serra,
Perto da pedreira no meio.

Essa estrada de poeira
Que a Bressane vai ligar,
O cavalo de repente
Trancou as pernas no lugar,
Empacou na terra fria,
Não queria mais andar.

Sentindo o bicho pesado,
Lauro resolveu descer,
Falta menos de um quilo
Pra casa eles se acolher,
Pelo cabresto puxaram
Pra subida vencer.

Subiram a serra sem pressa,
No suor da caminhada,
Ao chegar lá no topo,
Da poeirada cansada,
Lauro olhou para o lombo
Na lua que era apagada.

Gelo frio na espinha!
Viura que metia medo!
Lá no lombo do cavalo,
Gritou alto o tal segredo:
Uma sombra feita fumaça,
Mais escura que o credo!

Com dois olhos de brasa viva,
Vermelhos, arregalados,
Sem saber se era um demônio
Ou os mortos malvados,
Os dois jovens correram
Pelos matos espantados.

O cavalo ficou pra trás,
Lauro correu feito o vento,
Chegou em casa sem ar,
Num terrível tormento,
Pra mãe, Dona Angelina,
Sem dar um só depoimento.

A língua não articulava,
Tremendo de dar arrepio,
A mãe pensou em assalto,
Em faca de metal frio,
Até que o menino calmo
Trouxe a verdade do rio.

Bebeu água da moringa,
Contou tudo o que se deu,
Da sombra que tinha olhos,
Do pavor que lhe colheu,
Da assombração da serra
Que do nada apareceu.

No outro dia bem cedo,
Voltaram naquele lugar,
O cavalo estava lá,
Preso pra espantar:
Com a corda bem amarrada
Numa árvore a balançar!

Mas o mistério maior
Fez a mente balançar:
A crina e o rabo do bicho
Feitos pra assombrar,
Tinha um monte de trancinha
Que ninguém soube explicar!

Pois ali em Echaporã,
Muita gente já avistou,
Dizem que é o Saci,
Ou coisa que o cão criou,
Ninguém gosta de falar
Do terror que ali passou.

Têm medo de passar por doido,
De dizer que é invenção,
Mas na estrada de Bressane,
Na pedreira do sertão,
Ninguém mais anda sozinho
Com a noite no pé do chão!

A mãe d`água ( contos e superdições)


Contos ou lendas  A mãe d`água ( contos ou realidade....)

A alguns anos atrás, eu tinha 14 anos, estávamos pescando no Taquaral, eu Nilceia, meu Pai Nilton e minha mãe Lourdes, seguimos o rio acima, para pescar durante o começo da noite, porque era a melhor ora de ser pegar peixes maiores carnívoros, que se pegava com outros peixinhos menores.
Encontramos uma curva de rio boa, que formava pequenos redemoinhos dentro dágua, em uma represinha natural, um lugar bonito, bem nesta curva, propicio a uma boa pescaria.
Começamos a pescar, toda hora eu fica sem isca e meu pai colocava, porque eu não sabia colocar no anzol a isca, por medo de machucar o dedo com o anzol.
Anoiteceu,  estávamos pegando bastante peixe, para comer na semana Santa e começou esfriar, continuávamos ali, bem pertinho uns dos outros, foi quando no meio da represa começou a levantar um tucho de água com uma bola de  luz no meio, parecia um poço artesiano jorrando com formato de rosto em cima, pior não fez barulho ao formar, na hora eu fiquei apavorada chamei meu pai, que estava ao lado e ainda não havia prestado atenção, meu pai logo cutucou minha mãe.
Ele recolheu tudo rápido, juntamos tudinho muito depressa e saímos de lá ligeirinho, em silencio, um olhando para o outro com os olhos arregalados.
Enquanto a gente distanciava olhávamos para trás e parecia que luz estava lá brilhante a na mesma altura, não sabemos se aquilo era a mãe da água , ou um gaser de luz, fogo fosfato, assombração, sei lá, sabemos apenas que vimos aquilo, e quando contamos aos conhecidos, dizem ser a mãe da água, mais nunca mais voltamos para saber o que era de verdade.
Desta fomos, temos a dizer que fomos abençoados por Deus, porque deu medo naquele instante, mais ao lembrar daquela imagem brilhante que está em nossas mentes, podemos dizer que somos uma família privilegiada, porque juntos vimos uma prece da natureza.
O que era aquilo, até hoje não sabemos, apenas temos certeza que nossa família já viu e presenciou muita coisa, que não se pode comentar, nem escrever.
 
Fazendo desta história um cordel:

Em Echaporã encantada,
Onde a vida cria laços,
No Centro-Oeste paulista
A terra junta os pedaços:
O Cerrado e Mata Atlântica
Se abraçam com romântica
Beleza em cada passo.

Eu tinha quatorze anos,
Era um tempo de harmonia,
Fui pescar lá no Taquaral
Com a minha companhia:
Minha mãe, a dona Lourdes,
Com amor que nada ilude,
E o meu pai, seu Nilton, ia.

Eu, Nilceia, acompanhava
A família no caminho,
Rio acima a gente ia
Pra pescar mais de mansinho,
No começo da noitinha,
Pois peixe grande vinha
Em busca de peixe minho.

Carnívoros peixes grandes
Procuravam refeição;
Nós achamos uma curva
Boa para a pescaria então,
Tinha uns pequenos redemoinhos,
Represinha de carinhos
E de grande atração.

Tudo ali era bonito,
Lugar de paz, sossegado,
Eu pedia ao meu pai
Pra pôr isca no meu lado;
Não sabia pôr no anzol,
Com medo do ferro ou do sol,
De ter o dedo furado.

Lá pescando em família
Para a semana ter pão,
E comer na Semana Santa
Com amor e devoção,
E de repente o frio vinha,
A família bem juntinha
Ali na mesma direção.

Foi no meio da represa,
A noite já se fechava,
Um tucho de água subiu,
E no meio reluzia e brilhava!
Uma bola luminosa,
Misteriosa e radiante,
Como um poço jorrante
Que uma imagem formava.

Parecia um formato de rosto
Que a água ali esculpiu,
Sem fazer nenhum barulho,
Em silêncio o tucho subiu.
Fiquei toda apavorada,
Chamei meu pai na jogada,
Que a minha mãe cutucou e viu.

Meu pai recolheu as tralhas,
Juntou tudo no momento,
Saímos dali depressa,
Sem fazer um só movimento,
Ligeirinhos e em silêncio,
Olho arregalado e tenso,
Prestando bastante atenção no vento.

Pela mata nos distanciando,
Olhávamos para trás,
E a luz continuava
Na mesma altura e em paz.
Gêiser de luz ou fogueira?
Assombração na ribanceira?
Ou Mãe da Água e nada mais?

Povo diz ser Mãe da Água,
Mas nós nunca retornamos
Pra saber qual o mistério
Que naquela noite olhamos.
Mas guardamos a lembrança
Dessa linda e rara herança
Que em família contemplamos.

Fomos abençoados por Deus,
Pois embora desse medo,
Presenciar tal imagem
Foi um sagrado segredo.
Somos privilegiados por ver
A natureza erguer
Sua prece bem de cedo.

O que era aquilo, afinal?
Até hoje não sabemos,
Mas que a família presenciou
As coisas que nós vivemos,
Histórias que não se escrevem,
Segredos que nos comovem
E no coração mantemos!

A Luz do trator ( contos e...)

A luz de trator ( contos e superdições

Alguns moradores de Echaporã, contam, que na Estrada de Terra que interliga Echaporã a cidade de Platina,  existia um local onde a estrada era mais fina, ou seja, passava-se apenas um automóvel, e doravante é necessário esperar a vez do cada um.

Dito que desta forma, pela noite, quando vem veiculo, automóvel, caminhão, trator, qualquer que seja, sempre espera para que o outro de luz alta venha em sua direção, imaginação e coração começam a pulsar.

Pois, então ali espera-se por valiosos minutos, que começam dar uma tenção, o condutor do veiculo parado, desiste de esperar pelo outro.

Então, começa a acelerar em frente em direção a luz, e a luz continua no lugar, e como se fosse uma mágica desaparece do nada, ou seja, não existe veiculo algum, nada na estrada. Porém ao passar no local que dá a distância que temos em mente desta visão, sente-se um frio gelado que adentra ao veiculo, seria medo, seria o mistério, seria o que...

Sem explicação, sempre o condutor do veiculo, esconde a historia, por receio de gozações, tem certas pessoas que contam, mais aumentam tanto a historia, que parece que havia um grande fantasma, dirigindo um trator e esse fantasma é muito perigoso.

É seria melhor, aumentar a fé, crer mais em Deus, que lá existe algo sabemos, mais porque temer, quem sabe evitar de viajar em altas horas da madrugada, ou até mesmo fazer um circulo de oração no local, tentando amenizar esta visão.

A luz está lá, não são todos que vem, nem se trata de imaginação, explicações não sabemos como, a realidade abstrata brilha, seria melhor evitar, ou confrontar, desconheço a solução, a séculos a lenda existe, uns dizem ser um conto, outros afirmam ter visto, mais ninguém, dos que dizem ter visto, quis escrever a historia ou estória, apenas relataram o fato, pedindo para não citar seus nomes.

A luz está lá, e porque apenas algumas pessoas vêem não sabemos.


Segue um.cordel


Nas curvas do Centro-Oeste

Do estado de São Paulo,

Canto a terra abençoada

Onde o trabalho é o halo.

Echaporã é seu nome,

Rica em beleza e costume,

Onde a história reluz

Como o brilho do vaga-lume.


Acolheu o imigrante

Que veio de longe a pé,

Italiano e japonês,

Com coragem e muita fé.

Racharam essa terra bruta

Com a força do braço irmão,

Fizeram do chão paulista

A sua nova nação.


A natureza ali fez

Uma rara reunião:

A Mata Atlântica verde

E o Cerrado no sertão.

Num encontro majestoso,

De uma beleza sem fim,

A vida brota no solo,

Macaúba e canachim.


O solo de lá é rico,

Mostra quatro tons de chão:

Tem terra preta e amarela,

A vermelha e o areião.

Cada cor guarda um segredo,

Um tipo de plantação,

Alimenta a nossa gente,

Engorda a produção.


Na curva da zona rural,

A água brota com gana,

São mais de trezentas minas

Que jorram puras e insanas.

Riqueza hidrológica viva

Que banha a planta e a flor,

Echaporã é mistério,

É fartura e é valor.


Mas nem só de agricultura

Vive o povo do lugar,

Tem causo que o povo conta

Que faz a espinha gelar.

Na estrada de terra bruta

Que vai pra dita Platina,

Um trecho muito estreito

A qualquer um desatina.


A pista fica tão fina

Que só passa um por vez,

Quem chega ali à noite

Pensa na sua sensatez.

Aguardando a sua hora,

Esperando o outro passar,

Vê-se um farol bem forte

Na escuridão faiscar.


Sinal de luz bem alta,

Parece carro ou trator,

O motorista parado

Sente o sangue sem calor.

Aguardando os minutos,

O coração a pulsar,

O tempo vai se passando

E nada de o farol chegar.


A luz continua fixa,

Não sai do lugar, não vem,

A tensão aumenta muito,

Não se avista mais ninguém.

O motorista engata a marcha,

Resolve então acelerar,

Vai em direção ao brilho

Pra ver o que vai dar.


Mas quando chega bem perto,

A luz evapora no ar!

Não tem caminhão nem nada,

Só a poeira a rodear.

E ao cruzar aquele ponto

Da visão que se sumiu,

Adentra no automóvel

Um gelado e denso frio.


Será medo, será alma?

Que mistério é esse aí?

Quem passa por esse susto

Quer logo é fugir dali.

Muitos guardam o segredo

Com medo da gozação,

Outros contam aumentando

Com muita imaginação.


Dizem que é um fantasma

A guiar um grande trator,

E assombra os viajantes

Causando pavor e dor.

Mas o povo de fé sabe

Que é preciso orar no chão,

Ter mais Deus no coração

E pedir a proteção.


Evitar a madrugada

Pode ser bom conselho,

Ou fazer naquele trecho

Uma oração de joelho.

Pra acalmar a assombração

Que vaga na escuridão,

E trazer a santa paz

De volta pro sertão.


A luz continua lá,

Nem todos conseguem ver.

Se é lenda ou se é verdade,

Não cabe a mim responder.

Os nomes de quem presenciou

Ficam guardados no segredo,

Em Echaporã o mistério

MISTURA A fé com o medo.